Vidas entre conflitos de competência

June 15, 2017

 

Pesquisas científicas apontam que a doença renal crônica tem sido considerada um problema grave de saúde pública em nível global, e tem como principais causas a diabetes e a hipertensão arterial - doenças crônicas que são vinculadas principalmente ao estilo de vida e aumento da longevidade(CANZIANI; KIRSZTAJN, 2013; YANG, 2015). Às pessoas diagnosticadas com essa doença, renais crônicos, não tem as funções renais sendo realizadas adequadamente, por isso, são oferecidos dois tratamentos: a diálise - que pode ser do tido peritoneal(contínua ou automatizada), em que não há acesso venoso e sim do peritôneo (que fica na região abdominal) e pode ser realizada em casa,  ou hemodiálise - conforme a imagem acima, há uma conexão venosa e é realizada em clínicas especializadas-, o outro tratamento é o transplante.

Em Sergipe, transplantes deixaram de ser realizados desde 2012 após as duas equipes de transplantes descredenciarem-se. Porém, é garantido que o paciente possa ser inscrito em programas de outros estados, subsidiados pelo Tratamento Fora de Domicílio (FTD), os mais buscados tem sido São Paulo e Pernambuco. A verba de base dos custos do TFD e da diálise para quem é assistido pelo Sistema Único de Saúde(SUS) é da União, mas,  conta ou contaria com contrapartidas estadual e municipais, para promover a cobertura real dos custos e efetivamente garantir o acesso ao tratamento e permanência no atendimento de pré e pós-transplante que é realizado com as equipes onde o transplante será ou foi realizado. 

Em reportagem da jornalista Carla Suzanne veiculada hoje em rede nacional, fica claro quem de fato é atingido pelo conflito de competências que promove inacessibilidade ou dificulta o acesso de renais crônicos aos programas de transplantes em outros estados e até mesmo ao início da hemodiálise ambulatorial. Como resultado, fatores que complicam ainda mais a vida de quem é diagnosticado com a doença. 

Se você conhece alguém que é renal crônico, transplantado, ou que já faz acompanhamento nefrológico para manter a função renal, adiando a necessidade da diálise e transplante, indique conhecer a Associação dos Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe(ARCRESE), além de orientações práticas que facilitam a vida no cotidiano, poderá ter acesso a orientação jurídica e uma rede de auxílio para acesso a medicamentos e benefícios que vem sendo construída a partir de experiências e união de esforços de quem vive o problema e se sensibiliza com a causa, para melhorar as condições de tratamento e vida de renais crônicos e transplantados de Sergipe. A ARCRESE fica na Av. Augusto Maynard, 444. Bairro São José - Aracaju|SE, Facebook: @associacaoarcrese .

Veja a reportagem citada na íntegra: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/06/pacientes-de-hemodialise-dependem-da-sorte-para-conseguir-tratamento.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar 

 

Referências:

CANZIANI, M. E. F.; KIRSZTAJN, G.M. Doença renal crônica: manual prático. São Paulo: Balieiro; 2013.

YANG, F.; GRIVA, K.;  LAU, T.;  VATHSALA, A.; LEE, E.; NG, H.J.et al. Health-related quality of life of Asian patients with end-stage renal disease (ESRD) in Singapore. Quality of Life Research. Publisher: Springer. Jan 1, 2015.

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